Desde o 25 de Abril de 1974 que este país tem sido um projecto falhado.
Temos políticos, que são o que são, e que se interessam apenas por ganhar eleições e conseguir a sua reforma luxuosa, reforma essa que é imoral para com os demais cidadãos que se matam a trabalhar uma vida inteira e que não têm uma reforma por completo.
Os administradores públicos apenas se interessam pelas vantagens económicas que lhes dão os cargos que ocupam, envolvendo-se em negociatas que lesam o país, estando pouco interessados em criar mais valias para beneficio do bem comum nacional.
Os juízes, os procuradores e os advogados não passam de instrumentos políticos, que apenas decidem e favorecem aqueles que mais lhes interessam.
Os jornalistas não passam de rémoras em volta destes tubarões, que apenas se interessam por pequenos fragmentos de histórias que nunca fazem qualquer sentido. Estas criaturas praticam crimes de violação de segredo de justiça sem que nada lhes aconteça, e ainda acham que são os salvadores da sociedade!!!
Os sindicatos são um grupo de pessoas do contra, que vive à conta do país e que apenas lutam pelos seus interesses próprios, sendo que em nada beneficiam o crescimento nacional.
Os empresários queixam-se de não ter ajudas do estado, mas na realidade são os que mais lucram com os negócios do estado. As parcerias publico-privadas e as privatizações de empresas que são uma mais valia para o país não passam de uma entrega de dinheiro aos empresários. Na realidade, os empresários portugueses apenas se interessam pelo aumento das suas fortunas, colocando os empregados na rua sem qualquer tipo de escrúpulos, mantendo lucros astronómicos.
Por fim, se considerarmos os bancos, verificamos que estão na origem da maior parte das fraudes fiscais com o envio de capital para as sociedades offshore, e com a negociata das taxas de juro nos créditos concedidos aos cidadãos.
Se analisarmos de uma forma geral, nós somos um povo que:
- gastamos mais do que aquilo que produzimos;
- fugimos aos impostos, orgulhamo-nos disso, e ainda nos queixamos dos impostos serem demasiado altos;
- fazemos greves por tudo e por nada, só a pensar nos próprios benefícios económicos em detrimento do bem comum nacional;
- somos fanáticos por qualquer tipo de bugiganga electrónica, mesmo que não precisemos delas para rigorosamente nada;
- esgotamos as viagens férias para o Algarve e para o estrangeiro em períodos de crise económica;
- temos um parque automóvel demasiado luxuoso para os vencimentos que auferimos;
- toda a gente compra casa com empréstimos bancários sobre-avaliados para utilizar como crédito pessoal, e depois queixam-se das taxas de juros;
Estes são apenas alguns exemplos daquilo que sempre fomos, um povo egoísta, pedante, preguiçoso e trafulha, que só pensa no seu próprio umbigo.
Neste país não há noção de que sozinhos não conseguimos crescer como povo, e que não é a remar cada um para seu lado que se consegue chegar a algum lugar.
Portugal mais parece um barco a remos, em que todos remam ao seu ritmo e para o seu lado, sendo que o resultado está à vista, não saímos do lugar, e o mais certo é qualquer dia afundarmo-nos de vez.


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